Em diversos níveis, todas as três vidraçarias visitadas ampliaram de alguma forma seus negócios
No início de 2004, a reportagem da revista Tecnologia & Vidro criava a seção que noticiava o dia-a-dia dos vidraceiros brasileiros, denominada de Big Brother Vidraceiro. Os primeiros visitados foram três vidraçarias paulistas. Agora, com esta nova seção, de nome mais comportado, procuramos mostrar como se saíram esses mesmos empresários e profissionais em suas buscas constantes de melhoria, qualidade e maior lucratividade.
Nesta edição retornamos à região da Grande São Paulo para mostrar as vidraçarias que inauguraram a seção citada. Nesta volta descobrimos que o maior vilão da região nesse período foi o trânsito, que passou a exigir mais tempo para se realizar os serviços. De modo geral, entretanto, todos prosperaram em seus negócios, com maior ou menor intensidade.
Disk vidros
Disk Vidros – Evolução Gradual
| Em 2004 | Em 2009 | |
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O dia de trabalho de Paulo, mais conhecido como Paulinho Vidraceiro em Santo André (SP) começava por volta de 8h. Trabalhava na casa onde morava com a avó. Atendia as ligações enquanto fazia o roteiro das visitas para o dia. Às 10h, retirava o único carro para iniciar o roteiro para elaboração de orçamentos. |
A rotina diária mudou pouco. O local continua o mesmo. A diferença é que agora possui um também um funcionário e dois veículos. Enquanto sai para fazer os orçamentos com uma Kangoo, da Renault, o funcionário, com outro veículo, vai diretamente para fazer uma instalação em outro local. |
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A principal fonte dos serviços que executa era a Casa de Vidros São Jorge, distribuidora localizada na Zona Leste de São Paulo. Através de uma parceria, a empresa que não faz instalações, indicava Paulo aos clientes. Este procurava atender a todos com a máxima atenção e mantinha a fidelidade na compra de vidros desse mesmo distribuidor. |
A parceria se mantém da mesma forma. Paulo comenta que procura atender bem a todos os indicados e evita a todo custo que reclamações possam chegar ao distribuidor. Isso, segundo comenta, dá muito trabalho e às vezes exige que ele tenha prejuízos em alguns serviços menos lucrativos. No geral, entretanto, é uma parceria vantajosa. |
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Ainda trabalha com parcerias quando a quantidade de serviços aumenta muito. Normalmente, porém, trabalha com o funcionário contratado Carlos Mendonça, que foi treinado por ele próprio para instalações, incluindo as diversas situações do vidro temperado. |
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Quando não contrata terceirizados, Paulo cobra a instalação do vidro temperado da seguinte forma: faz o levantamento de quanto vai gastar na instalação, incluindo vidros, ferragens e acessórios e acrescenta 50% sobre esse valor como custos de mão-de-obra. Sobre esse valor acrescenta ainda os custos que vai ter com o transporte, incluindo gasolina, desgaste do automóvel e pedágios. A cobrança na instalação de vidros comuns e espelhos é diferente: sobre o custo do material acrescenta 100% como mão-de-obra. “Vidros comuns e espelhos têm custo muito baixo e existe o risco de quebras, de dar problemas na instalação ou colagem ou problemas de manchas”, argumenta. |
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Com apenas um veículo, Paulo levava os instaladores na obra, deixava lá os vidros, pois estes não possuíam automóvel e atendia qualquer necessidade que poderia surgir durante a instalação. No caso de vidros temperados, retirava os vidros já cortados, furados e lapidados na São Jorge e levava para temperar, retirando-os alguns dias depois. |
Com dois automóveis a logística passou a funcionar melhor. Paulo passou a se dedicar mais à medição e elaboração de orçamentos, do qual não abre mão por considerar essencial para os negócios. Os vidros maiores são levados na picape, que fica com o funcionário Carlos. Os temperados continuam sendo feitos por têmperas que executam somente os serviços. No caso, a que a Disk Vidros mais usa é a Pacaembu, localizada na cidade de São Caetano do Sul. |
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Na época já reclamava dos preços baixos cobrados pelos concorrentes. Procurava sobressair em qualidade e conhecimento. A tática era mostrar, no momento de medir e passar o orçamento, que conhecia bem a solução para o problema do cliente e cuidava da apresentação e do bom atendimento. |
Paulo diz que a concorrência aumentou no decorrer desses cinco anos. A tática, entretanto, não mudou. Faz questão de ir pessoalmente tirar medidas e fazer o orçamento junto ao cliente. “Além de passar a imagem da empresa ao cliente pelo bom atendimento, a medição correta é essencial para se evitar erros futuros”, defende. Paulo comenta ainda que para algumas instalações existe o desafio de se pensar em alguma solução inovadora. E isso só é possível observando-se o problema no local. |
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De cada 10 orçamentos que eram pedidos, entravam de seis a sete. Pensava na época em abrir um ponto comercial e emitir nota fiscal. |
A média continua semelhante. Agora trabalha como autônomo prestador de serviços e fornece nota fiscal da mão-de-obra executada. A próxima meta é colocar um site no ar. |
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Por conta de indicações de clientes satisfeitos, estão com muito serviço na casa. O último mês de janeiro, por exemplo, foi o melhor janeiro de toda a história da Disk Vidros. No dia da visita feita em março, entretanto, estavam praticamente parados, não por falta de serviços, mas porque os fornecedores de ferragens, kits e acessórios haviam atrasado a entrega. Comentou, inclusive, que tais fornecedores ultimamente só têm atendido sob encomenda, com prazo de uma semana para as entregas. |
| Dicas |
Sempre que o cliente dá abertura Paulo oferece serviços diferenciados. Apesar de às vezes o trabalho não compensar o que se é cobrado a mais, acrescenta credibilidade à vidraçaria. Ele cita uma maternidade em que sugeriu instalar uma peça de vidro curvo com o logotipo jateado. Deu muito trabalho arranjar os fornecedores e fazer os moldes em ferro. Para instalar o perfil ‘U’ teve de fazer picotes na parte de trás, entortar o perfil manualmente e disfarçar com silicone cinza. No final acabou pagando para realizar esse serviço. Em compensação, sempre mostra a solução em um álbum de fotografias de trabalhos realizados e conquista a confiança de clientes novos. Além disso, o proprietário da maternidade gostou tanto do atendimento que não consulta mais ninguém para prestar serviços em vidros para a instituição. O pedido mais recente foi de oito boxes para uma ampliação do local. “Além de tudo é muito gratificante ter o seu trabalho reconhecido”, comenta. Outra dica passada é sempre fazer duas medições. A primeira, somente para fazer o orçamento, pode ser feita somente com a trena. Na segunda, entretanto, quando o serviço já foi aprovado, é preciso usar a mangueira de nível e prumo de centro. “Às vezes a gente mede dois metros de um lado e do outro também, três na largura embaixo e três em cima. Acha que está bom, mas às vezes o vão está meio torcido, porque o piso estava meio caído. Você pensa que está reto mas o vão não é retangular. Estava meio deslocado e o vidro não entra por causa de poucos milímetros”, comenta. |
| Novidade |
| Seguindo a tendência que se observa nas vidraçarias brasileiras, a Disk Vidros também irá começar a trabalhar com fechamentos de varanda do tipo que permite a abertura total. |
Casa castro
Vidraçaria Casa Castro - time maior e renovado
| Em 2004 | Em 2009 |
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| A Vidraçaria Casa Castro, de James Wanderley Nanes, 46 anos, está localizada há 29 anos na cidade de Barueri, na Grande São Paulo. Todos os dias ela é aberta pelo proprietário, que mora no bairro da Lapa. |
James continua a tradição. Acostumou-se a acordar cedo e continua sendo o primeiro a chegar na loja. |
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| Quando a reportagem visitou a vidraçaria pela primeira vez, em 2004, ela contava com cinco funcionários. Já tinha chegado a ter sete, mas teve que reduzir e enxugar por conta da baixa demanda do mercado. | Atualmente a loja conta com uma equipe composta por nove profissionais. A ampliação no quadro teve dois motivos: o aumento dos serviços a partir de 2007 e o fechamento de uma vidraçaria localizada na região nesse mesmo período, fato que permitiu o aproveitamento dos funcionários já treinados. |
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A loja tem 240 metros quadrados. James iniciou em 1983 e foi ampliando aos poucos. |
O espaço físico continua o mesmo de antes. Houve apenas pequenas mudanças para melhor aproveitamento e para instalação dos novos equipamentos adquiridos nesse período. |
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| A vidraçaria estava equipada com uma máquina manual de lapidação da Use Mak e uma jateadora com capacidade de jatear vidros com até 2,20 m de altura. Na época estava nos planos adquirir uma lapidadora automática Smart 4, da Makivetro, e uma máquina de bisotar modelados da Person Bouquet. Para isso estava tentando obter um empréstimo. | Mesmo sem obter o empréstimo pretendido conseguiu comprar os dois equipamentos. Passou também a prestar serviços de lapidação e bisotê aos demais vidraceiros da região. |
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| A empresa contava com uma picape de James e com duas courriers para a entrega e retirada dos vidros | Agora, além do carro de James, a vidraçaria dispõe de dois carros novos: uma Strada 2009 e uma Montana 2008; dois carros mais antigos, uma Fiorino e uma Strada ano 94; e também uma motocicleta que é utilizada quase exclusivamente pelo funcionário responsável pela medição e orçamentos. |
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| A empresa divulgava seus serviços nos guias da região Alfaville e Barueri. | A divulgação continua sendo feita nesses veículos de divulgação e em outros novos que surgiram desde a última visita da reportagem. |
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| Uma forma de se aproveitar parte das sobras de materiais era fazer porta-jóias com sobras de molduras e porta-retratos para fotos pequenas, de vidros colados com cola UV. | Embora comente que tais produtos tinham boa saída, James diz que abandonaram a produção dessas peças por conta do aumento de serviços de instalação, ocorrido principalmente no ano de 2007. Em 2008, esse volume de serviços foi reduzido, mesmo assim não sobrou tempo para a produção. “Neste final de ano que passou tivemos de trabalhar bastante, mas não perdemos nenhum serviço, já em 2007 tivemos de deixar de atender por falta de capacidade”, diz James. |
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| A loja possuía um pequeno showroom, com destaque para um mostruário de boxes para banheiros. James se dedicava a tudo o que era preciso na vidraçaria, incluindo medição e orçamentos. | A entrada continua sem grandes alterações. A mudança mais perceptível está nos vidros dos boxes do mostruário. Agora estão sendo expostos vidros impressos na cor preta com desenhos em incisão, produzidos pela Speed Temper. A rotina de James também mudou, mas tem evitado sair da empresa para tocar o negócio mais de perto. |
| Dicas |
O setor de Molduras da Vidraçaria Casa Castro continua a todo vapor. Um dos segredos é fazer uma boa exposição dos trabalhos na entrada da loja. No local, além dos tradicionais quadros e espelhos emoldurados a vidraçaria expõe molduras trabalhadas com recortes especiais, penduradas na parede ou apoiadas em cavaletes. Em vez de simplesmente enquadrar o retângulo da imagem a vidraçaria executa desenhos utilizando pedaços adicionais de moldura cortados em ângulo. |
| Novidade |
| James, juntamente com um funcionário, fez um curso para montagem de sacada. Agora, segundo comenta, já está oferecendo a solução a alguns de seus clientes. |
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Polividros
Polividros - estendendo os braços
| Em 2004 | Em 2009 |
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| Quando nossa reportagem visitou pela primeira vez a Polividros ficou impressionada com o nível de organização dessa vidraçaria, localizada em local privilegiado, bem em frente ao Centro Cultural São Paulo, próximo ao início da Avenida Paulista. |
A vidraçaria continua instalada no mesmo local e mantém o nível de organização. |
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| Na época, quando não ia diretamente visitar uma obra ou cliente, o diretor José Joaquim Miguel chegava na vidraçaria e todos os departamentos estavam em pleno funcionamento. Cinco equipes de instalação (duas de vidros temperados e três de espelhos e vidros comuns) já sabiam onde ir e o que fazer. Chegavam a tocar 30 serviços e obras ao mesmo tempo. | A fórmula adotada funcionou e continua sendo utilizada. Com mais tempo livre, Miguel passou a se dedicar a diversos projetos: a criação de uma franquia de molduras; a criação de uma fabricante de máquinas para vidraceiros; a criação de uma associação de vidraceiros; e a criação de uma fornecedora de kits para boxes. Atualmente a empresa não exige tanto de sua presença e acompanhamento. |
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| A loja chegou a ter 45 funcionários. Seu showroom chama a atenção pela variedade e bom gosto. Fizeram o projeto com apoio de um arquiteto. Várias peças também foram desenvolvidas por estagiárias de arquitetura e artes plásticas. | O showroom continua bem cuidado e limpo, porém, mudou pouco desde a última visita da reportagem. A novidade é uma seção contendo boxes com roldanas aparentes. |
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| Na época Miguel tinha acabado de abandonar a idéia da franquia de molduras e tinha a intenção de lançar no mercado uma nova lapidadora para bisotês e modelados. |
O equipamento foi montado e lançado, mas o novo ramo de negócios não evoluiu por vários motivos. Miguel, então, dedicou-se a montar a Associação Nacional dos Vidraceiros e, depois de algum tempo, montou a empresa Idéia Glass, que lançou no mercado o kit para boxes denominado Elegance.
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Mesmo sem nunca ter feito curso superior em Marketing, Miguel demonstrava vocação natural para essa área, implantando diversas idéias em seu negócio. |
Miguel narra as diferenças que percebeu entre o marketing praticado na vidraçaria e na Idéia Glass: “Fizemos diversas divulgações na Polividros mas não vingaram, porque o cliente da vidraçaria é diferenciado. Batemos sempre no mesmo cliente, que compra hoje e somente irá comprar de novo quando a filha se casar. Então a segunda compra fica muito distante da primeira. Já com os nossos clientes da Idéia Glass, que são as distribuidoras de ferragens, acessórios e vidraçarias temos um contato mais constante”. |
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| Miguel começou no ramo vidreiro em 1976, quando fundou a Tecnividros; conhece todos os setores de uma vidraçaria e suas dificuldades. Em 1992, viajou pela primeira vez para a feira mundial do vidro, na Alemanha, e voltou com a idéia de trazer para cá o boxe com roldanas aparentes que tinha visto por lá. | Com base em sua experiência lançou o boxe Elegance, que tem a proposta de ser um produto de fácil montagem e preço diferenciado. “É o kit que estava faltando no mercado”, explica Miguel. Ele complementa: “O cliente comprava uma torneira de R$ 1.500,00, um piso de R$ 300,00 o metro quadrado e às vezes pagava pela tampa do vaso sanitário duas vezes o valor do boxe. Ele não tinha a cultura de valorizar esse produto e nós viemos para isso.” |
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| Na época da primeira visita reclamava de alguns fornecedores e comentava sobre o isolamento no qual vivia a maioria as vidraçarias. | Fundou, com apoio de outros vidraceiros, a Associação Nacional de Vidraçarias (Anavidro), que rapidamente se espalhou pelo Brasil com diversas regionais. Atualmente a entidade busca captar novos associados. Miguel é o presidente nacional e prega a troca de idéias entre todos para melhorar o mercado. |
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| A Polividros trabalhava preferencialmente com clientes exigentes, que valorizavam produtos e serviços diferenciados. | A proposta de trabalho de Miguel continua a mesma. A diferença é que, com a Idéia Glass, em vez de oferecer boxes sob encomenda, com preços absurdos e prazos bem longos de produção, oferecem um produto sofisticado, porém, produzido em escala, fato que permite ao vidraceiro obter maiores margens de lucro. |
| Dicas |
O boxe Elegance comercializado atualmente pela Idéia Glass não é o mesmo da época de seu lançamento. Miguel explica: “Tivemos uma grande ajuda de vidraceiros, que fizeram críticas ao nosso produto no primeiro estágio. Começamos a vender e fomos modificando, sempre acatando as sugestões de bons profissionais. Agradeço mesmo as queixas, foram elas que ajudaram a melhorar bastante o produto.” |
| Novidades |
Conhecendo - por conta de sua experiência e participação na Anavidro - a fama de péssimos vendedores de alguns vidraceiros, Miguel estará em breve lançando o kit de vendas para o produto. Ele explica da seguinte forma: “O vidraceiro é um bom profissional, uma pessoa técnica e trabalhadora, mas às vezes ele não é um bom vendedor. E dependendo da obra pode se deparar com um bom comprador e ser desvalorizado na sua fonte de receita, que é a mão-de-obra. Por causa disso estaremos distribuindo um kit de venda aos que trabalharem com a gente. Será uma pasta com apresentação e sugestão de vendas, uma tabela de preços e tudo pronto que o vidraceiro possa ter mais argumentos para realizar um bom negócio.” |
| Comentários |
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Na época da primeira reportagem trabalhava em parceria com duas pessoas e não tinha funcionários. Assim ficava mais tempo se dedicando ao atendimento e ao fornecimento de orçamentos. Quando o serviço apertava ia ajudar a instalar.








Nunca chegaram a ficar parados totalmente durante todo um mês. No máximo três ou quatro dias, porém, para compensar, surgia sempre muito serviço depois dessa aparente calmaria.
Sempre que o cliente dá abertura Paulo oferece serviços diferenciados. Apesar de às vezes o trabalho não compensar o que se é cobrado a mais, acrescenta credibilidade à vidraçaria. Ele cita uma maternidade em que sugeriu instalar uma peça de vidro curvo com o logotipo jateado. Deu muito trabalho arranjar os fornecedores e fazer os moldes em ferro. Para instalar o perfil ‘U’ teve de fazer picotes na parte de trás, entortar o perfil manualmente e disfarçar com silicone cinza. No final acabou pagando para realizar esse serviço. Em compensação, sempre mostra a solução em um álbum de fotografias de trabalhos realizados e conquista a confiança de clientes novos. Além disso, o proprietário da maternidade gostou tanto do atendimento que não consulta mais ninguém para prestar serviços em vidros para a instituição. O pedido mais recente foi de oito boxes para uma ampliação do local. “Além de tudo é muito gratificante ter o seu trabalho reconhecido”, comenta. 














O setor de Molduras da Vidraçaria Casa Castro continua a todo vapor. Um dos segredos é fazer uma boa exposição dos trabalhos na entrada da loja. No local, além dos tradicionais quadros e espelhos emoldurados a vidraçaria expõe molduras trabalhadas com recortes especiais, penduradas na parede ou apoiadas em cavaletes. Em vez de simplesmente enquadrar o retângulo da imagem a vidraçaria executa desenhos utilizando pedaços adicionais de moldura cortados em ângulo.















O boxe Elegance comercializado atualmente pela Idéia Glass não é o mesmo da época de seu lançamento. Miguel explica: “Tivemos uma grande ajuda de vidraceiros, que fizeram críticas ao nosso produto no primeiro estágio. Começamos a vender e fomos modificando, sempre acatando as sugestões de bons profissionais. Agradeço mesmo as queixas, foram elas que ajudaram a melhorar bastante o produto.”
Conhecendo - por conta de sua experiência e participação na Anavidro - a fama de péssimos vendedores de alguns vidraceiros, Miguel estará em breve lançando o kit de vendas para o produto. Ele explica da seguinte forma: “O vidraceiro é um bom profissional, uma pessoa técnica e trabalhadora, mas às vezes ele não é um bom vendedor. E dependendo da obra pode se deparar com um bom comprador e ser desvalorizado na sua fonte de receita, que é a mão-de-obra. Por causa disso estaremos distribuindo um kit de venda aos que trabalharem com a gente. Será uma pasta com apresentação e sugestão de vendas, uma tabela de preços e tudo pronto que o vidraceiro possa ter mais argumentos para realizar um bom negócio.”