Preliminarmente à fase de instalação, residem pré-requisitos fundamentais, como o projeto arquitetônico compartilhado com Fachada Cortina, a análise estrutural das colunas em função da altura da edificação e a região eólica pertinente, e o projeto executivo do sistema empregado.Superadas todas essas etapas, abordaremos os aspectos da instalação da Fachada Cortina imaginada.
Estes aspectos subdividem-se na seguinte ordem:
1. Definição das medidas gerais da fachada (Fig. 01)
a) A medida da altura (Fig. 02) deve ser definida pela distância entre os pontos de níveis dos pisos dos diversos pavimentos (pé-direito), cuja somatória resultará na altura útil da Fachada. Genericamente, os pés-direitos nas edificações variam entre 2,75 e 3,10 m no pavimento tipo, e podem ultrapassar os 4,0 m no pavimento térreo. Estas cotas informam a medida entre os eixos das lajes e definirá diretamente o comprimento das colunas e os eixos horizontais das ancoragens.
b) As medidas da largura da Fachada (Fig. 03) são definidas através da distância entre as prumadas de extremidade. Estas prumadas, lançadas do último para o primeiro pavimento, definirão as medidas horizontais da Fachada e, conseqüentemente, sua subdivisão originará as distâncias entre os eixos verticais das ancoragens e posteriormente, os eixos das colunas.
Todas as ações necessárias à obtenção das medidas da Fachada devem ser executadas pela construtora, com o acompanhamento do responsável técnico do fabricante das esquadrias.
Figuras um, dois e três:
2. Instalação das ancoragens
A ancoragem, arranque ou gadanho (Fig. 04) (a denominação varia conforme a região) é uma peça de ligação entre os chumbadores expansivos e o conjunto da Fachada Cortina, ao mesmo tempo em que é fixada através dos chumbadores. A ancoragem por meio de parafusos prisioneiros sustenta a Fachada.
Portanto, todas as cargas derivadas da Fachada Cortina aportarão nas ancoragens, que transmitirão estes esforços diretamente aos chumbadores fixados no concreto. Além da função estrutural descrita, a ancoragem também determina o alinhamento das colunas da Fachada .
A mecânica de instalação consiste em gabaritar os furos para os chumbadores, perfurar o concreto e inserir a jaqueta expansiva do chumbador. Logo após vem a introdução do fuso ou barra rosqueada (Fig. 05) no interior da jaqueta. Em seguida, a ancoragem deve ser anexada ao concreto, tendo seus furos frontais transpassados pelos fusos e consolidados pelo aperto nas contraporcas.
O conjunto deve ficar ortogonalmente, prumo e nível (Fig. 06), coeso e sem folgas, como se estivesse fundido ao concreto.
Concluída esta etapa, o próximo passo é a instalação das colunas da Fachada.
Figuras quatro, cinco e seis:
3. Recomendações Importantes
Eis algumas recomendações básicas nesta etapa da montagem de uma Fachada Cortina que precisam ser observadas:
• A ancoragem deve ser originariamente em alumínio extrudado, com espessura mínima de 5 mm, e ter furos oblongos, tanto na face anexa ao concreto quanto nas abas que aprisionam a coluna, permitindo que a peça assimile uma provável variação, seja transversal ou longitudinal.
• Nas Fachadas com deflexão angular de 90º a 135º (Fig. 07) a ancoragem deve ser bipartida.
• Os chumbadores (Fig. 05) expansivos devem observar um diâmetro mínimo de 3/8” (9,5 mm) e aprofundar pelo menos 50 mm no concreto.
• Não fixar ancoragens em alvenarias (Fig. 08) ou elementos grauteados.
• Preservar distância mínima de 10 cm da borda da viga ou pilar para o eixo do primeiro furo do chumbador.
• Observar o prumo e o alinhamento entre as ancoragens, evitando indesejáveis ajustes na inserção das colunas.
• Ao fixar ancoragens em estruturas (Fig. 09) de ferro, isolar com elemento amorfo tipo polietileno, PVC ou fita Scotch-Rap.
Figuras sete, oito e nove:
4. A Importância dos Contramarcos
Paralelo à instalação das ancoragens, também assume caráter importante o uso de contramarcos (Fig. 10) nas Fachadas Cortinas. Face à necessidade de se obter o alinhamento e esquadro em vãos de grandes dimensões, a aplicação de contramarcos elimina os efeitos nefastos promovidos por irregularidades no prumo das estruturas (vide figura), além de referenciar os pontos de massa ou o início dos revestimentos da obra.
Figura dez:
No próximo suplemento abordaremos a instalação das colunas e travessas e suas implicações na paginação da Fachada. Até lá!
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