Gold Star é o nome utilizado pela Contempera, de São Paulo, para denominar o sistema inédito de fachada de vidro temperado que foi instalado pela primeira vez no Brasil em julho, na nova sede da própria Contempera. Trata-se de uma instalação feita com o sistema Star Glass, produzido pela JSD, que utiliza colunas também de vidro.
A diferença principal é que o Gold Star utiliza as rótulas incrustadas no vidro temperado pelo processo de furação cônica e posterior laminação dessa lâmina. Com isso, o parafuso rótula do sistema fica embutido no vidro, sem visão de material metálico pelo lado de fora da fachada.
Cláudio Passi, diretor da Contempera, explica: “As rótulas estão fixadas incrustadas na face três da laminação com resina acrílica Uvekol. Dessa forma, o aparafusamento e o esforço mecânico se concentra na chapa interna, que é temperada, ou seja, as faces três e 4. No caso, compomos as faces um e 2 do laminado com um vidro refletivo comum. Dessa forma, de dia a fachada dá uma nuance bastante sutil de um vidro refletivo, mostrando levemente o interior do ambiente. De noite ela é totalmente transparente e limpa”.
Segundo Cláudio, um montador de temperado profissional, estudando o projeto, pode montar sem dificuldades esse tipo de fachada.
O primeiro passo para a montagem de uma instalação com o sistema Gold Star é a preparação do projeto de acordo com a medida do ambiente. É preciso dimensionar e calcular a resistência do conjunto. Os pontos de fixação das colunas de vidro, tanto os inferiores quanto os superiores, devem ser bastante estáveis (sólidos) para garantir uma perfeita fixação da fachada.
Na instalação acompanhada por esta reportagem um dos objetivos era o de mostrar as ferragens, as colunas e as peças de fixação em grande quantidade. Por isso decidiu-se utilizar folhas com a dimensão de 1,90 m de altura por 1,60 m em cada peça. O local onde a fachada foi instalada possui 3,80 m de altura. Decidiu-se dividir os vidros que comporiam a altura ao meio, tomando-se o cuidado de evitar que a linha horizontal das divisões das chapas não ficasse na altura dos olhos.
Se não houvesse a opção de mostrar as ferragens poderia-se utilizar na largura total, de 6, 40 m, apenas dois panos de vidro. Ou seja, em vez de usarem 4 folhas de vidro na largura, poderiam utilizar somente duas, com 3,20 m de largura. “Superestimamos a questão resistência nesta montagem, porque a coluna tem uma largura de aproximadamente 35 cm, produzida com laminados de temperados na espessura total de 13 mm”, afirma Cláudio. As colunas foram feitas com peças laminadas sem emendas, com 3,80 m de altura.
Com a definição das medidas dos panos é feito o detalhamento do projeto, incluindo os cortes horizontais e verticais, os níveis e a posição de prumo. Define-se nos encontros de vidros o que é passante e o que é colante e outros detalhes. Tendo todos esses requisitos no papel, são dadas as folgas, seguindo o projeto das fixações das ferragens. Obtendo as medidas por vidros, com suas furações, a produção das peças está liberada. No caso dos vidros, eles podem produzidos em prazo que varia de 7 a 10 dias, já laminados e com as rótulas incrustadas.
Cláudio explica que a Contempera pode auxiliar o profissional instalador de vidros temperados nessa fase inicial de seguir o projeto, eliminando possíveis dúvidas. Com ferragens e vidros nas medidas exatas em mãos começa o desafio da montagem.
Meça e determine os locais das ferragens de fixação das colunas, observando o prumo e o esquadro.Faça as furações e fixe as ferragens na estrutura.
Depois disso vem a fase de colocação dos vidros. Primeiramente fixe os vidros das colunas, encaixando e aparafusando em seguida as ferragens na coluna de vidro. Em todo o processo é preciso verificar-se o prumo e o esquadro, principalmente porque, nesse projeto existe o encontro de duas faces em 90 graus.

Cada coluna está fixada em quatro pontos com aparafusamento em bucha metálica, tanto superior quanto inferior. Dessa forma, ao mesmo tempo em que mantém ereta a fachada, o contraventamento criado pelos vidros com largura de 35 mm oferece grande resistência.



Seguir o projeto à risca é um ponto fundamental para o sucesso da instalação. Fixe os suportes adequados a cada situação. Observe que existem fixadores diagonais com um, com dois e até quatro braços. Cada um deles tem sua função específica no projeto.
Instaladas as colunas e os fixadores diagonais em suas exatas posições, começa a fase de colocação dos vidros que fecharão o vão.
A equipe de montagem da Contempera optou por começar de baixo para cima, mas o suporte diagonal permite que a fachada seja montada também de cima para baixo. Elas suportam a fixação individual de peças sem apoio na intermediária. Não existem calços para esse tipo de montagem.
Nas extremidades, tanto da parte de baixo quanto da de cima, os vidros foram apoiados em um perfil tipo U, de alumínio.
O pano de vidro é primeiramente encaixado no perfil tipo U e nos furos dos suportes diagonais.
Em seguida, com calços de madeira, é preciso nivelar o vidro para que fique na posição correta.
Colocado o vidro na posição correta é feito o aperto da ferragem, com ferramenta especial:



Instalados os vidros inferiores, passou-se, no caso, para a instalação dos superiores. Para isso foi preciso montar os andaimes e utilizar-se das cintas de segurança.
Os vidros são levados ao local de instalação, com a ajuda de ventosas para facilitar o levantamento das peças.
Ao final do processo é feito a vedação dos vãos com silicone neutro transparente e a fachada está pronta:
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