Como tornar a espera da antessala do médico menos angustiante?

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4332861328_16e80b8a7e_bConheça quatro dicas da C+A Arquitetura de Interiores

O paciente entra na sala de espera tenso. Em algumas ocasiões, apreensivo, em função do diagnóstico, ou abatido, devido a dores constantes que o incomodam. Ele sabe que terá que esperar para receber a atenção do médico. Será chamado dentro de alguns minutos, se a agenda de atendimentos não estiver atrasada. Senta-se no espaço vago do sofá, que não é individualizado, se incomoda com o barulho da televisão alta, decide tomar um cafezinho para ajudar a matar o tempo, mas percebe que a bebida está fria e amarga. Opta, então, por ler uma revista e se depara com publicações do Carnaval de 2007... Enquanto espera, muito provavelmente pensa: “há poucas coisas tão desconfortáveis quanto uma sala de espera...”.
“Essa cena, corriqueira em alguns consultórios médicos, nos mostra uma oportunidade única: a de transformar ‘as antigas salas de espera’ em espaços atuais, projetados para serem funcionais e ao mesmo tempo aconchegantes. Através do design, é possível transmitir o cuidado no acolhimento deste paciente e ainda aproveitar para fidelizá-lo”, defende a diretora de projetos da C+A Arquitetura e Interiores, arquiteta Ana Carolina M. Tabach, especializada no assunto.
A empresa oferece abaixo cinco dicas para melhorar o bem estar do paciente enquanto espera o atendimento médico.

 

Ofereça informação de qualidade
A sala de espera do consultório deve ser projetada de forma a oferecer “algo mais” para seus usuários, neste caso, o foco é oferecer conforto ao paciente e aos acompanhantes. Ao invés da TV em um volume alto e incômodo e com uma programação que nem sempre agrada a todos, é importante ter luz natural nestes ambientes, com vista para o skyline da cidade ou, se possível, para um jardim externo. Nesse aspecto, a utilização de grandes janelas ou portas de vidro é essencial.
Revistas e livros sobre temas relacionados à especialidade tratada no consultório também são opções para que os pacientes descubram novidades, doenças e tratamentos. Livros também são sempre muito consultados, desde que não sejam estritamente técnicos.

 

Planeje bem a iluminação
Além de iluminar, o projeto de luminotécnica dos ambientes de saúde deve contemplar o estudo do impacto dos efeitos biológicos e psicológicos da luz sobre o usuário.  “Devemos considerar ainda as características específicas das atividades e procedimentos médicos, dos equipamentos e tecnologias utilizados no consultório e as suas demandas de luminosidade”, explica diretora de projetos da C+A Arquitetura e Interiores, a arquiteta Ana Paula Naffah Perez.
O clima tropical do Brasil proporciona condições para um maior aproveitamento da luz natural no interior das edificações. “A iluminação natural traz diversos benefícios para a saúde, além de proporcionar a sensação psicológica do tempo, tanto cronológico quanto climático. A luz artificial, necessária à noite e nos dias nublados, deve ser vista sempre como uma complementação e nunca como uma substituição da luz natural”, garante Perez, mais uma vez destacando indiretamente a importância do vidro.

 

Escolha cores apropriadas
As pesquisas e estudos sobre o uso das cores nos ambientes de saúde têm, continuamente, reforçado o quanto estes elementos podem contribuir para o conforto e recuperação dos pacientes. “A cor pode ser entendida como uma poderosa linguagem que afeta não apenas as sensações psicológicas, mas também desperta os sentidos e a percepção do espaço, influenciando no estado de espírito das pessoas. A utilização de referências cromáticas na ambientação dos espaços de saúde é uma prática incontestável”, informa Ana Carolina.


Cuide da comunicação visual
Os elementos gráficos da comunicação visual devem apresentar clareza de leitura, precisão, objetividade, dimensões adequadas e harmonia com o ambiente onde estejam inseridos. Devem permitir a percepção a distância sem, no entanto, interferir nos elementos arquitetônicos do espaço. “Outro aspecto significativo refere-se ao design e cores propostos, que devem estar em sintonia com os revestimentos e mobiliários especificados. Também é preciso projetar um sistema de sinalização com boa relação custo/benefício, que não inviabilize a sua implantação”, afirma Ana Carolina.


Sobre a C+A Arquitetura

Sediada em São Paulo, capital, desenvolve há 11 anos projetos de arquitetura com foco nas áreas residencial, comercial, saúde e interiores. As arquitetas Ana Paula Naffah Perez e Ana Carolina M. Tabach estão à frente da equipe que congrega mais de 10 profissionais.

 

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