Fachadas custam cinco vezes mais, apesar disso apelo ecológico deve impulsionar o consumo, inclusive no Brasil
Um dos maiores especialistas em vidros fotovoltaicos do mundo, Andreas Haus, responsável por esse segmento na Alemã Schott, esteve no Brasil participando do Glass Processing Days com a palestra “Vidro Solar Feito de Idéias”. Em sua palestra, realizada paralelamente à realização da Glass South America, o executivo falou sobre a adoção dessa tecnologia no mundo e aponta o Brasil como um grande usuário. Mas alerta que o
Governo terá de fazer sua parte.
Segundo Andreas, não é só no Brasil que a energia obtida de células fotovoltaicas é cara. Em todo mundo seu custo é alto. Basta dizer que o cálculo básico que se faz para o produto é que uma fachada composta por vidros fotovoltaicos custa em média cinco vezes mais que uma fachada produzida com vidros refletivos. A diferença está nos incentivos que os governos dos países desenvolvidos dão para a utilização dessa tecnologia, com ações variadas. Tais governos entendem que precisam
investir em ações que estimulem o aproveitamento dos recursos naturais.
O grande impulsionador dessa tecnologia é o apelo ecológico. Mesmo com o alto custo várias empresas e governos têm adotado os vidros fotovoltaicos em seus projetos privados ou públicos pela imagem positiva que agregam à obra, à empresa ou ao órgão público que a adota. Basta dizer que a maior utilização de vidros fotovoltaicos está sendo feita em uma estação pública, a de Coney Island (EUA), com a utilização de vidros da Schott.
O futuro para os vidros é promissor: estima-se que atualmente exista uma capacidade instalada no mundo de 7 a 8 gigawats. Para 2012 é estimado que essa capacidade chegue a 17 gigawats devido ao atual apelo pelas causas ecológicas. No Brasil esse estímulo deve receber impulso pela recomendação da Fifa de que os países sede das próximas copas (incluindo o Brasil) priorizem a construção de estádios verdes, principalmente adotando coberturas feitas com vidros fotovoltaicos.
Outra estimativa que se faz é de que com a maior utilização do produto, seu preço seja reduzido. Calcula-se que em 2018 a energia solar irá se igualar ao custo da energia elétrica convencional.