Parque zoobotânico de Salvador reforma ala de felinos; quem ganha é o público que pode ter uma boa visão dos animais com segurança
Em todo o mundo o vidro é bastante empregado na ambientação de recintos dentro de zoológicos. E quando utilizado de forma harmoniosa com outros elementos como rochas, água, madeira e vegetação natural passa a compor um ambiente muito mais orgânico – o que significa um espaço agradável tanto para o público quanto para os animais. Foi exatamente por esses motivos que o Parque Zoobotânico Getúlio Vargas, conhecido como Jardim Zoológico de Salvador, da Bahia, acaba de inaugurar um novo espaço, onde ficam os felinos. Ali, é possível às pessoas vivenciar a sensação de maior proximidade com os animais.
Para completa proteção e segurança de todos foram usados laminados antivandalismo e a prova de balas, de 33 mm de espessura. “Como foi criado um ambiente próximo ao do habitat dos felinos com quelaps (pedras artificiais), córregos, piscinas e cavernas, o vidro foi fundamental para que os visitantes percebessem a interação do animal ao meio”, expõe a arquiteta da obra, Fabíola Dias.
A instalação foi feita pela empresa da região Princesa Vidros, que também forneceu os vidros. Para tanto, operou-se um caminhão tipo munck (braço hidráulico) que transportou os 16 painéis de vidro, cada um pesando aproximadamente 350 Kg. O recinto dos felinos se situa em lugar íngreme, fato este que dificultou sobremaneira o acesso do veículo munk. Mas tanto trabalho valeu à pena.
“As reações dos visitantes são as mais diversas possíveis, de extrema felicidade a pânico. As crianças e os jovens aprovam a idéia de imediato, já os mais velhos se mostram um pouco reticentes com a novidade”, avalia o diretor do zoológico, Gerson Norberto.
O zoológico de Salvador possui 1.460 animais, distribuídos em 142 espécies. “O projeto do setor dos grandes felinos é somente o primeiro de seis outros grandes projetos que também devem utilizar vidros na composição dos novos ambientes”, adianta o diretor do zoo que garante estar aberto a parcerias.
Quando a equipe técnica do zoológico literalmente apresentou aos animais o vidro, este processo demandou um período de adaptação. “Como os animais nunca viram isso antes [cortinas de vidro], fez-se necessário estabelecer elementos de referência”, diz Norberto. Em outras palavras, uma rocha ou uma planta passa para o animal a informação de que aquele acesso, passagem ou caminho é intransponível. Com essa relação estabelecida os animais se esquecem de experimentar o próprio contato com o vidro.
O zoo de Salvador
Fundado na década de 1950, o Parque Zoobotânico Getúlio Vargas conta com aproximadamente 250.000 metros quadrados de área. O zoológico de Salvador é hoje um centro de referência de animais ameaçados de extinção; 18 espécies, num total de 55 animais, que habitam o zoo estão ameaçadas no seu ambiente natural.
Contudo, o local não é apenas isso. Lá são desenvolvidas pesquisas de manejo e reprodução das diferentes espécies. Também são realizados trabalhos de conservação e enriquecimento do fragmento de Mata Atlântica existente no Parque, de paisagismo, ambientação de recintos, além de ações de educação ambiental.
Mais informações, acesse www.zoo.ba.gov.br.
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