Todo o efluente que sai da fábrica agora passa por tratamento para evitar prejuízos à natureza
Com um investimento de R$ 1 milhão, a Viminas instalou, em sua fábrica localizada no município de Serra (ES), a sua nova Estação de Tratamentos de Efluentes (ETE). O objetivo é garantir que os resíduos da transformação e do beneficiamento dos vidros não causem efeitos nocivos ao meio ambiente, no final do processo industrial.
A ETE foi construída pela empresa Imesa e visa atender ao acréscimo dos resíduos gerados pela reforma do parque fabril, que elevou em 50% a capacidade de produção da Viminas.
“Nós já tínhamos uma estação de tratamento de águas residuais que nos servia bem. Estávamos cientes que ao chegar os novos equipamentos em nosso parque industrial, o volume de resíduos aumentaria. Daí a preocupação em instalar uma ETE com maior capacidade”, comentou o diretor-presidente da Viminas Vidros Especiais, Maurício Silva Ribeiro.
A nova ETE, que levou oito meses para ser projetada e instalada, possui dois tanques de 17 metros de altura por 4 metros de diâmetro, que têm a capacidade de tratar 180 mil litros por hora. Hoje, o volume atual da Viminas é de 90 mil litros por hora. Ou seja, com a nova ETE, a empresa opera com 50% de folga.
“A ideia é que a tecnologia empregada nesta planta seja utilizada como padrão nas novas instalações e adequações que a Viminas venha a fazer, no futuro. Por isso, instalamos um equipamento com capacidade maior que a nossa demanda”, completou Maurício. Com a Estação de Tratamento de Efluentes, a água utilizada na produção é toda recuperada e passa a recircular na empresa. Já que o percentual de perda, por evaporação, é mínimo.
Funcionamento
Durante a produção, o pó de vidro se mistura com a água. As máquinas do galpão de produção encaminham esse efluente industrial para os dois tanques de Tratamentos de Efluentes.
O próximo passo é o processo físico-químico, onde por meio de um floculante (substância química), ocorre a decantação. Nessa etapa, a água sobe e o pó de vidro fica depositado na parte de baixo do tanque. De modo que, ao abrir um dispositivo (semelhante a uma torneira), os resíduos saem de dentro do tanque.
O sistema funciona 24 horas e é totalmente monitorado por computadores, com a utilização de um software especializado. A etapa final é a passagem dos resíduos por um filtro prensa. Nele, o material se transforma em placas que podem ser reaproveitadas, como por exemplo, para a produção de tijolos. Na Viminas, por mês, são geradas cerca de 30 toneladas de resíduos industriais.