Enquete realizada com empresas que temperam vidros mostra tendências do mercado; todas as regiões do país foram ouvidas
Entre os meses de junho a agosto, a revista Tecnologia & Vidro fez uma enquete por telefone com as principais temperadoras do Brasil. Foram consultados estados do Centro-Oeste, do Nordeste, do Sudeste, do Sul e do Norte. Aqui vamos mostrar o resultado, preservando a identidade das fontes. A pergunta era simples: Qual a média hoje de atendimento quando se faz um pedido de vidro temperado? A partir deste dado em mãos chegamos a inferências animadoras para o mercado do setor (Acompanhe os quadros). Todas as temperadoras da região Sudeste reduziram seus prazos de entrega de vidros. No Nordeste e no Sul quase todas diminuíram seus prazos. É fato. Já as empresas do Norte e do Centro-Oeste, quase em sua maioria, mantiveram seus prazos de entrega. Isso pode indicar que nessas duas últimas regiões a crise não foi tão sentida no setor de temperados como nas demais regiões. Pela lógica, o prazo de entrega de um produto é igualmente proporcional a sua demanda. Isto é, quanto mais rapidamente uma empresa entrega seu produto ao cliente – deixando-se de lado recursos tecnológicos já incorporados no meio – provavelmente menor é sua lista de pedidos, bem como uma empresa com prazos de entrega mais estendidos – não contando possíveis problemas de gerência na produção – possuem em geral mais solicitações de serviços. Pelo lado otimista, esse prazo menor de atendimento poderá: 1) incentivar o uso de vidro temperado pelos consumidores e 2) permitir maior agilidade para as vidraçarias. Note que, apesar de tudo, a redução de prazo não foi total e que mesmo as que reduziram, não reduziram muito. Pode-se apontar, portanto, que a crise não prejudicou demasiadamente o setor dos temperados.
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REGIÃO CENTRO-OESTE |
TEMPO DE ATENDIMENTO | MÉDIA | ESTADO |
| Temperadora A | 5 dias úteis | Essa mesma | Goiás |
| Temperadora B | 6 dias úteis | Essa mesma | Goiás |
| Temperadora C | 4 a 7 dias úteis | Já chegou a 10/15 dias | Mato Grosso do Sul |
| Temperadora D | 3 a 5 dias úteis | Essa mesma | Distrito Federal |
| Temperadora E | 5 dias úteis | Essa mesma | Goiás |
| Temperadora F | 5 dias úteis | Essa mesma | Mato Grosso |
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REGIÃO NORDESTE |
TEMPO DE ATENDIMENTO | MÉDIA | ESTADO |
| Temperadora G | 3 a 5 dias úteis | Essa mesma | Pernambuco |
| Temperadora H | 5 dias úteis | Essa mesma | Pernambuco |
| Temperadora I | 5 dias úteis | Já chegou a 7/8 dias | Ceará |
| Temperadora J | 5 a 7 dias úteis | Final do ano: 8/9 dias | Bahia |
| Temperadora K | 3 dias úteis | Já chegou a 5 dias | Pernambuco |
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REGIÃO SUDESTE |
TEMPO DE ATENDIMENTO | MÉDIA | ESTADO |
| Temperadora L | 15 dias úteis | Final e começo de ano: 20 dias | São Paulo |
| Temperadora M | 5 dias úteis | Final do ano: 7 dias | Minas Gerais |
| Temperadora N | 7 dias úteis | Já chegou a 10 dias úteis | Minas Gerais |
| Temperadora O | 7 dias úteis | Já chegou a 15 dias úteis | São Paulo |
| Temperadora P | 5 dias úteis | Já foi 2 dias/ final do ano: 7 dias úteis | São Paulo |
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REGIÃO SUL |
TEMPO DE ATENDIMENTO | MÉDIA | ESTADO |
| Temperadora Q | 5dias úteis | Final do ano: 7 dias úteis | Paraná |
| Temperadora R | 7 dias úteis | Final do ano: 10 dias | Paraná |
| Temperadora S | 6 dias úteis | Já chegou a 10 dias úteis | Rio Grande do Sul |
| Temperadora T | 5 a 7 dias úteis | Essa mesma | Santa Catarina |
| Temperadora U | 3 a 5 dias úteis | Aumenta no final do ano | Paraná |
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REGIÃO NORTE |
TEMPO DE ATENDIMENTO | MÉDIA | ESTADO |
| Temperadora V | 3 a 5 dias úteis | Essa mesma | Rondônia |
| Temperadora W | 7 a 10 dias úteis | Essa mesma | Amazonas |
Entre nós Lembremos ainda que o segundo semestre de todo ano sempre costuma ser melhor em termos de faturamento e vendas. A própria crise econômica parece mesmo ter saído de cena. Em seu lugar apareceram a famigerada gripe H1N1, a morte do astro pop Michael Jackson e a lamentável crise do senado brasileiro, que só reforça a tese de que há algo errado em nossa política (ou será em nossos políticos?). Estas notícias têm substituído os números decrescentes da planilha econômica mundial. No Brasil especificamente já se prevê um crescimento na economia de 2,3% para o terceiro trimestre, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Dados do IBGE apontam que só em junho foram criados quase 120 mil postos de trabalho. Até mesmo as especulações a respeito das eleições presidenciais de 2010 não devem afetar de forma tão significativa o desempenho financeiro tupiniquim. O presidente do Sinduscon-SP (Sindicato da Construção), Sérgio Watanabe escreveu em recente editorial que “agora estamos em franca recuperação”.
Para saber mais
Vivemos hoje o chamado capitalismo financeiro, caracterizado pela alta concentração de renda. Há quem afirme, porém, que estamos já no capitalismo informacional, onde a informação vale ouro. “Conhecimento é poder”, já dizia Francis Bacon. Antes destes veio o capitalismo industrial, aquele mesmo da revolução industrial inglesa; antes, o capitalismo comercial, que como diz o nome tem no comércio sua principal atividade; e, finalmente, no embrião de tudo o pré-capitalismo, cujo trabalho era essencialmente artesanal.
Questões teóricas a parte, a visão deste sistema econômico e sua mais recente crise, segundo o polêmico diretor Michael Moore, entrarão em cartaz nos cinemas sob o nome de “Capitalism: a love story” (Capitalismo: uma história de amor) – a estreia no Brasil está prevista para novembro. Para os cinéfilos, fica a dica.
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