O ano 2009 não foi fácil para o setor vidreiro mundial. Entretanto, as perspectivas dos fabricantes nacionais são animadoras
As fabricantes nacionais de vidro Cebrace, Guardian, Saint-Gobain Glass e União Brasileira de Vidros começaram o ano de 2009 bem pessimistas, fazendo cortes, ajustando seus custos e se preparando para o pior. O ano terminou com um saldo menos desastroso do que se imaginava para o cenário brasileiro e agora existe unanimidade de que 2010 poderá ser o marco de um longo período de prosperidade. Mas existem os perigos e obstáculos ocultos.
Acompanhe nas reportagens a seguir as avaliações e perspectivas dos diretores das fabricantes que atuam no Brasil.
Cebrace – possibilidade de crescimento com dois dígitos é real
Os dirigentes da Cebrace, Leopoldo Garcez Castiella e Renato Holzheim, juntamente com o gerente geral da parte comercial, Luiz Jorge Pinheiro, reconhecem que o ano começou ruim, mas destacam que a empresa manteve os investimentos programados anteriormente, principalmente os 60 milhões de euros da reconstrução do C1, que resultou no maior forno da América Latina. Eles esperam crescimento de dois dígitos para o setor a partir de 2010.
Vocês diriam que o Brasil começou o ano meio pessimista ?
Leopoldo Garcez Castiella - O ano 2009 começou muito mais do que pessimista, estávamos com uma preocupação muito grande. Foi a primeira vez em que tivemos uma crise que abrangia todas as regiões do mundo. E para nós isso significa que não tínhamos possibilidade de colocar nossos excedentes de produção em lugar nenhum. A sobra de capacidade aconteceu ao mesmo tempo em todas as regiões do mundo.
Geralmente o Brasil sempre tem algum lugar para deslocar sua produção...
Leopoldo - Exatamente. Essa foi uma preocupação muito grande e a Cebrace colocou em curso um plano de resolução de curto prazo para poder atravessar a crise da melhor forma possível. Isso foi feito com sucesso e depois nós tivemos que ir rapidamente para o outro lado, que foi começar a trabalhar em cima da recuperação. Um evento importante para comentar deste ano foi a recuperação de nossa primeira unidade produtiva, a C1.
Esse era um projeto antigo que não foi interrompido apesar das dificuldades do mercado?
Leopoldo – Isso mesmo. Foi um investimento de 60 milhões de euros e realmente elevou a capacidade desse forno para 900 toneladas por dia, transformando-o no maior forno das Américas. Nesse sentido abre uma tranquilidade para nós e para o mercado, a de que no ano de 2010 o fornecimento estará absolutamente garantido.
E para 2010, o que podemos esperar?
Renato Holzheim - Nós continuamos em linha com o otimismo geral do mercado. Entendemos que esse número que hoje o governo tanto tem propagado, de 5% de crescimento para o ano que vem, salvo algum outro desastre que a gente não consegue enxergar, vai se concretizar. Também do exterior há a ideia de que o pior já passou. Os economistas aqui falam, e os palestrantes do Simpovidro confirmaram, que seria uma grande surpresa alguma coisa diferente disso. Então, nós entendemos que o ano de 2010 deva ser um ano de crescimento perto de dois dígitos para o setor vidreiro. E alguns economistas são ainda mais otimistas, estimando um crescimento contínuo até 2020.
Isso será inédito no Brasil, que sempre tem os chamados “voos de galinha”, esperamos que desta vez seja um voo mais longo...
Renato - Temos tudo para isso. Fizemos a lição de casa e, em 2010, como o Leopoldo coloca, está garantido o abastecimento. Com isso a gente vai encaixar no momento oportuno o C5, que a gente confirmou mais uma vez, e que não virá na data prevista em 2010 em função da crise, que foi realmente muito grave. Mas nós estamos terminando os estudos e aguardando o primeiro semestre de 2010 para posicionar exatamente qual será a sequência de investimentos.
Luiz Jorge Pinheiro - Importante mencionar que a Cebrace tem uma estrutura comercial hoje com abrangência nacional. Isso tem sido proporcionado como consequência da expansão no consumo de vidro, pois o Brasil está sempre crescendo no seu consumo, na utilização do vidro acima do PIB. E a nossa expectativa é de que não vai ser diferente nesses próximos anos com a evolução de produtos que agregam valor. Ou seja, não é só volume mas produtos que vão estar dando soluções para diferentes segmentos. É importante mencionar que a Cebrace está hoje preparada para atender ao mercado em qualquer segmento e em qualquer tipo de utilização do vidro plano.
Inclusive, a Cebrace tem uma linha de produtos que é praticamente tudo que existe mundialmente no setor de vidros. Talvez excetuando-se o fotovoltaico...
Luiz Jorge – É verdade. O importante é que a empresa acompanhe essa demanda do mercado. Então a gente está buscando sempre com antecedência e observando lá na frente essas tendências para que possamos estar preparados para suprir essas necessidades e essa demanda.
Estamos aí com o lançamento do Cover Glass, que é mais uma novidade?
Renato - O recém lançado Cover Glass nos traz boa perspectiva para a área de decoração, que é um mercado que tem mostrado muita dinâmica. Essa dinâmica requer produtos novos e atualizados e o Cover Glass está em linha exatamente com isso. Uma linha que vai ser disponibilizada inicialmente em dois tons de preto, dois tons de branco e um vermelho forte. Acreditamos que vamos também dar uma chacoalhada no mercado com esse produto (veja mais detalhes sobre esse lançamento nesta edição).
Guardian – Brasil passou bem pela crise, mas é preciso cuidado
O responsável pela produção de vidros da Guardian na América Latina, Mark LaCasse, enfatizou, em sua palestra durante o Simpovidro (BA) o tamanho da crise no exterior. Destacou a boa atuação do mercado brasileiro e as boas perspectivas. Ao final enumerou os perigos que, se mal cuidados, podem frustrar a expectativa de crescimento do País.
Mark, como foi o contexto da crise mundial neste ano de 2009?
Mark LaCasse - A crise foi real e muito sentida em todo o mundo. Vocês aqui no Brasil não sofreram tanto. Para se ter uma ideia, neste início de segundo semestre do ano chegamos a um ponto em que o mundo estava produzindo 30% a menos que o mesmo período do ano passado. Isso equivale à produção total de 100 floats. Na verdade foram 75 floats que tiveram de parar em um determinado momento, mas evidentemente os demais baixaram a produção.
Então 75 unidades produtivas de float tiveram de encerrar atividades?
Sim, na Europa foram 18 fornos fechados. Nos Estados Unidos, 11. E na Ásia, praticamente 50% de suas unidades produtivas que se caracterizam por serem unidades pequenas – se comparadas com o tamanho e a capacidade das americanas e europeias. Em dados percentuais aproximados, podemos estimar que a América do Norte amargou uma queda de 45% em sua produção de vidros, a Europa uma queda de 30% e a Ásia, 25%. Obviamente, a América do Norte foi a mais afetada porque foi o epicentro desse desastre.
E como foi percebida a crise por aqui?
A América do Sul foi o único continente que manteve os pedidos de vidro praticamente na mesma capacidade. Foi o único continente que não sentiu o efeito dramático da crise. No Brasil tivemos ainda um aumento da capacidade produtiva. A Guardian investiu US$ 200 milhões, tanto para concluir o forno de Tatuí, que por alguns meses foi reconhecido como o maior da América Latina, como também para inaugurar a linha coater que, em alguns aspectos, pode ser considerada a mais moderna do mundo (veja reportagem completa nesta edição). A Cebrace, por sua vez, reconstruiu o seu primeiro forno transformando-o no maior da América Latina. Ainda tivemos a construção de um novo forno de vidro impresso pela União Brasileira de Vidros (UBV) e a reconstrução do forno da Saint-Gobain Glass, que deverá entrar em operação neste mês de dezembro.
E como é que o ano está terminando? Você tem alguma estimativa?
O pior passou e estamos terminando o ano com uma boa recuperação. O PIB mundial para 2009 deve ter ficado por volta de - 1,4%, mas poderia ter sido bem pior. No segmento vidreiro terminamos 2009 produzindo aproximadamente 15% menos vidros que antes do início da crise. É interessante notarmos que enquanto a produção mundial de bens de consumo cai 1,4% a produção do vidro cai 15%. É um setor que tem sua dinâmica própria: quando estamos crescendo falamos que crescemos o dobro do PIB, o que evidentemente é um bom número, mas quando a crise chega vem com maior impacto para nós.
E quais suas previsões para 2010?
Eu confesso que meus números são feitos por uma série de estimativas, aproximações e chutes em geral. Mas para 2010 acredito que todos os continentes crescerão alguma coisa. A Ásia, obviamente, liderará, pois vimos a China crescendo 9% nos últimos meses. Na América do Sul se fala em 3% e para o Brasil chuta-se de 4 a 5 % de crescimento. O Brasil irá liderar o crescimento na América Latina, sem dúvidas!
Existem alguns pontos perigosos que podem limitar esse crescimento mundial?
Eu só quero chamar atenção de três pontos que talvez valha a pena lembrar. O primeiro é que um pouco dessa recuperação foi hipotecada do futuro, porque todos os governos do mundo estiveram imprimindo dinheiro e de certa forma, expandiram a massa de dinheiro. Isso pode apontar para uma tendência inflacionária. Ela não tem chegado ainda porque houve mais pressão sobre a demanda, mas se essa questão não for tratada no tempo certo poderá criar uma inflação mundial. Seria o aumento dos preços dos nossos insumos, da nossa matéria prima, etc. Para nós seriam a areia e a barrilha. Para os distribuidores e transformadores, o vidro; mas o efeito é o mesmo. Segundo: os governos estão pedindo muito dinheiro emprestado e isso poderia provocar o aumento de impostos. Se aumentarem os impostos aumentam também nossos custos. Finalmente: com tantos governos pedindo dinheiro emprestado para pagar as contas ou com tendência inflacionária, qualquer um deles poderia causar uma subida nas taxas de juros. Qualquer uma dessas possibilidades tem o efeito de apertar nossas margens. E esse é o único “porém” em nível global...
E existem “poréns”para o Brasil?
De certa forma, o Brasil está fazendo pouco dessas coisas que eu mencionei. A grande vantagem do Brasil é que ele é um dos BRICs, e os BRICs são a ordem do dia no contexto mundial. (Leia no final da reportagem a definição de BRIC). Então, o País vai ter muita chance de captar dinheiro nos mercados internacionais, o que é muito positivo. O Brasil tem muita demanda interna, tem muito déficit habitacional e comercial e, além desse cenário favorável, irá sediar as Olimpíadas e a Copa de Futebol (veja reportagem completa nesta edição), então as perspectivas são fantásticas. Eu só tenho algumas palavras para jogar água no fogo: a falta de infraestrutura pode agravar as tendências inflacionárias que eu citei anteriormente. Ainda lemos nos jornais sobre falta de água em cidades litorâneas, como o Rio de Janeiro, em feriados prolongados, e recentemente, tivemos um grande blecaute. Também faz muito tempo que não temos construção de estradas. Temos o mesmo número de autopistas entre São Paulo e Rio que há uma década, por exemplo. Faz também uma década que mantemos o mesmo número de portos. Além disso, custa mais de uma semana para liberar uma carga em qualquer porto brasileiro, enquanto no porto de Rotterdam (o maior da Europa, na Holanda) isso é feito em três horas. Essas áreas são críticas e devemos cuidar delas. Temos que entender que se temos menor infraestrutura, temos que fazer mais para construir para o futuro. Esta é nossa oportunidade!
Saint-Gobain – retomada em dezembro a todo vapor
O diretor da Saint-Gobain Glass, Luiz Fernando Tirone, anuncia a retomada de produção do forno da empresa já para este mês de dezembro de 2009. Ele explica que uma falha técnica frustrou os planos da empresa de voltar ao ritmo normal de fornecimento com agilidade, mas também espera o melhor de 2010. Acompanhe.
O ano começou com o pessimismo geral, com a crise internacional ....e a Saint-Gobain começou com o projeto de reforma do forno... como é que foi esse ano de 2009 na sua avaliação?
Luiz Fernando Tirone - O ano começou bastante difícil com um grau de incerteza muito grande. Então qualquer tomada de decisão era sempre mais complexa em função desse cenário. Nós imaginávamos um começo de ano até pior do que foi. De qualquer forma, a demanda foi relativamente instável no primeiro semestre. Já no segundo semestre nós vimos uma recuperação razoável da atividade econômica e agora nos últimos três meses uma recuperação mais vigorosa ainda. Apesar de todas as dificuldades, acho que vai se um bom ano para o setor.
Poderia ter sido melhor?
Obviamente poderia ter sido muito melhor, mas nós não podemos controlar todas as variáveis. Acho que dentro do contexto mundial o setor vidreiro brasileiro está sendo privilegiado nesse momento.
Você comentou em sua palestra durante o Simpovidro que houve uma dificuldade técnica no forno. Isso prejudicou um pouco o desempenho?
Sim, o que aconteceu foi o seguinte: para 2009, o que estava planejado era a reconstrução total do forno, a fim de ampliar bastante sua capacidade produtiva. Nós optamos por rever esse investimento porque face ao cenário de crise dos primeiros meses a nossa capacidade produtiva seria enorme e esse grande volume disponível poderia trazer alguns danos ao mercado e essa não era a nossa ideia. Nossa visão empresarial é de sempre mantermos certo equilíbrio. Um excesso de produtos no mercado sempre vai trazer alguns problemas para todo o setor.
Então a decisão recaiu sobre a reforma rápida?
Exatamente, optamos por fazer uma reforma, como a gente diz, a quente, de nosso forno que era para durar no máximo 15 dias. Assim, poderíamos prorrogar a reconstrução para quatro ou cinco meses. Só que tivemos um problema técnico maior e fomos obrigados a abandonar a reforma a quente e retomar o projeto de reconstruir o forno, que estava previsto para o início do ano que vem.
E como estão as obras?
Felizmente em ritmo bastante acelerado. Antecipamos essa reconstrução e nós estamos prevendo que a partir do dia 10 de dezembro estaremos voltando a abastecer o mercado com alguma regularidade. Vamos ter uma condição tecnológica muito melhor daqui por diante e também aumento de nossa capacidade produtiva.
Incluindo a produção do lançamento Nuage?
Sim, aproveitamos o evento Simpovidro para fazer esse lançamento. É um vidro voltado para a construção civil e para a indústria moveleira, com 3 mm de espessura (veja mais detalhes sobre esse lançamento nesta edição).
UBV – Desempenho financeiro melhor que o de 2008
O diretor da União Brasileira de Vidros (UBV), Sergio Minerbo, avalia que, apesar do susto, o ano foi positivo para a empresa, que espera ainda fechar com saldo financeiro superior a 2008.
O ano começou com certo temor, todo mundo assustado com a crise estrangeira. Não foi diferente na UBV, concorda?
Sergio Minerbo - Olhando para os dois últimos meses do ano anterior, começou realmente ruim. Em novembro e dezembro de 2008, a crise já não era só internacional. Era nacional também, portanto, global. Outubro foi um bom mês, mas novembro e dezembro foram muito ruins.
Para a UBV foi complicada a questão de falta de mercado externo?
Não a gente tinha reduzido o ritmo de exportação para mais ou menos 10% do volume. Porque o dólar estava caindo. Depois entrou a crise, o dólar subiu, mas também não tinha mais cliente. Então o fato é que a exportação nunca foi uma tábua de salvação nessa situação. Janeiro, fevereiro, março e abril vieram ruins, bem ruins...
E isso se deu no período em que vocês estavam estreando o novo forno, com maior capacidade?
Inauguramos o forno em setembro de 2008. Outubro foi uma alegria. Em novembro e dezembro olhamos e comentamos: o que a gente faz agora com esse forno de alta produtividade com esse mercado tão ruim? O que a gente fez e, rapidamente, foi reagir. Então, em dezembro tomamos algumas decisões radicais: enxugamos custos indiretos, enxugamos salários altos, desligamos o forno 2 e ficamos operando somente com o recém inaugurado forno 4. A vantagem é que o forno novo é mais rentável. Ele gasta menos energia, é um forno mais moderno e tem rendimento melhor, o que acabou trazendo uma posição positiva para o resultado financeiro.
Quando o mercado começou a melhorar?
A partir de maio já começou a sinalizar algum movimento, um pouco melhor. A gente parou de sentir aquela pressão por preço. E efetivamente junho, julho e agosto foram meses em que, comparados com os cinco primeiros meses do ano, o consumo subiu pelo menos 20%, e sem a pressão de preço. Isso indica uma boa tendência. Em setembro, houve anúncio de reajuste para primeiro de outubro. Isso normalmente aquece o mercado, pois o pessoal faz estoques de segurança. Então o volume foi bom. Já em outubro, quando prevíamos uma queda natural do volume, a UBV particularmente saiu beneficiada com a parada da Saint-Gobain que infelizmente foi um pouco mais longa do que o previsto. E eu digo infelizmente porque se no começo trouxe volumes maiores, a médio e longo prazos é um fator que desestabiliza o mercado. Não acho bom. Avalio que ter um concorrente bom, com a competência e a altura da Saint-Gobain para nós, como empresa, impede que a gente se acomode, que fique dormindo no ponto. Força-nos a ser sempre melhores do que a gente era no período anterior. Agora eles devem retornar suas operações e em dezembro acho que as coisas voltam ao normal em termos de mercado.
A linha de vidros econômicos teve boa aceitação no mercado?
A linha econômica, lançada em setembro, foi muito bem aceita. Já representa um volume importante das vendas, eu diria que perto de 20 a 25%. Ela traz ganhos de escala para o cliente na medida em que permite colocar mais produtos no caminhão, tornando o frete mais econômico.
E as perspectivas para 2010. Quais são?
Além das previsões otimistas dos palestrantes do Simpovidro, o melhor termômetro de todos é a conversa informal – quando vemos o que os clientes estão pensando e estão enxergando. Na nossa perspectiva e na nossa visão também o programa de habitação do governo e o financiamento para imóveis novos é bom. Puxa toda a cadeia.
Algo a temer ou se precaver?
Eu tenho um pouco de medo dos custos do Brasil. O gás aqui está três vezes mais caro do que lá fora. A logística no Brasil é cara, a importação é difícil, a barrílha é cara. Então, frente ao mercado internacional que ainda está deprimido com volumes e preços, o mercado brasileiro virou um alvo fácil. Isso me incomoda um pouquinho. Mas acho que quem está no mercado global é para competir mesmo.
Como vocês irão fechar este ano?
Em 2009, a gente deve fechar em volume físico provavelmente bem próximo ao ano passado. Já o resultado financeiro deverá ser superior. Os acionistas estão entusiasmados e otimistas, confiantes na equipe.
O que é BRIC?
O termo BRIC é usado em economia para designar o grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China. O termo foi originado em 2003 em uma tese do banco de investimentos Goldman Sachs, que avaliou o potencial desses países como os mais promissores e afirmou que, em 2050, eles poderiam ter as maiores economias do mundo.
O termo, puramente econômico, ganhou outras formas quando é preciso citar mercados emergentes e deu origem a siglas BRIMC (incluindo o México), BRICK (incluindo a Coréia do Sul, ou Korea, em inglês) e BRICS (incluindo a África do Sul, ou South Africa, em inglês).
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